domingo, 31 de outubro de 2010

Os Sete Defeitos Capitais - pt. 1: Preguiça

Gostaria de colocar uns textos que andei escrevendo sobre o assunto. O motivo de tê-los feito não vem muito ao caso.
Não devem estar gramaticalmente corretos, e nem as idéias representam qualquer verdade universal.
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Coragem! Animou-me o mestre. Não é cedendo ao ócio nem refestelando-se sobre plumas que se conquistam os prêmios ao valor. Aquele que à inatividade se entregar, de sí deixará sobre a terra memória igual ao traço que o fumo risca no ar e a espuma traça na onda. Supera a fadiga, vence o torpor, recobra o ânimo, que das vitórias sobre os perigos, a primeira é a da vontade sobre o corpo. Pensa que devemos subir muito mais alto e que foi pouco o haver saído desse abismo. Se o que disse te aproveita, demonstra-o. – A Divina Comédia: O Inferno - Dante Degli Alighieri
Essa introdução deixa claro quão mal e perniciosa é a inoperância do homem para com o mundo. Seu processo reencarnatório exige que esforço seja feito tanto para o seu bem quanto para o bem do próximo. O trabalho, em todas as suas formas, é naturalmente necessário quando é levando em conta que a força não foi dada ao homem, e a inteligência ao espírito, para que se caia na ociosidade. Porém, a meu ver, há duas importantes questões a serem levantadas quando se trata do tema: a preguiça e a acídia.
A preguiça no sentido de propensão a não trabalhar, a demora ou lentidão em agir, não só traz prejuízos para quem a conduz, como também para quem está a sua volta. O homem vive entranhado em uma rede infinita de contatos e dependências, onde todos estão interligados com seus trabalhos e atos do dia-a-dia. A preguiça corta essa rede, refaz ligações e exclui, por fim, o agente que permanece estático A falta de ânimo é triste e desoladora, lembra enfermidade e depressão. É a visão contrária da vida, do movimento e do desenvolvimento. A preguiça é aquele estado em que nada se desenvolve, enquanto o Universo é sempre movimento. E ainda não é o tempo “de refestelar-se em plumas”, se é que ele existe em algum lugar do espaço. É tempo de vencer o peso que vem do próprio interior, pois a falta de vontade não vem do meio externo, vem da própria consciência.
Um poderoso antídoto à preguiça é o próprio trabalho e seus louros, que até onde me vejo capaz de afirmar, é uma qualidade inerente de todas as religiões e filosofias. Como breve exemplo, a Bíblia nos ensina em Gen 3;19: “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra;”, o Bhagavad-Gita fala que “Não se alcança a liberdade do cativeiro do karma pela simples abstenção do trabalho. Ninguém alcança a perfeição meramente abandonando o trabalho, porque ninguém pode ficar sem ação, mesmo por um momento. Tudo no universo é dirigido pela ação - realmente não tem saída - pelas forças da natureza” (3.04-05), assim como o Talmud diz que “Não ensinar ao filho a trabalhar, é como ensinar-lhe a roubar”.
Outro ponto de toda essa questão se da sob o nome de acídia, definida como a preguiça no cumprimento de deveres morais. Esse aspecto tem peso relevante quando relaciona-se a preguiça com os pecados capitais. Se a falta de vontade em desenvolver e trabalhar aspectos morais e virtudes é superior, todo o resto pouco vale. Tudo tende a levar para os demais pecados, e o desenvolvimento espiritual perde toda a sua sustentação. E o perigo ainda é maior dado o fato de que, tendo também a acídia o significado de tristeza, é certo que ninguém se mantém num estado deprimido por toda a vida. E se não há uma base consolidada de moral e de virtude em nossa consciência, a fuga da tristeza se dá tão somente por vias tortuosas e caminhos tentadores, e não necessariamente benéficos. Ou seja, a acídia é um passo importante de toda uma rede de atitudes incorretas, essas que muitas vezes nos atacam inconscientemente no desespero de encontrar uma saída para uma situação mais confortável.
O revés de tudo isso deve começar dentro de cada um, nos momentos a sós, em meditações, auto-observância e auto-controle. Entretanto, creio que encontrar um momento de paz para o encontro com o próprio eu se tornou um enorme desafio. O bombardeio de informações das mais diversas mídias, tentações que experimentamos a cada segundo, individualidades e superficialidades nos fazem cair no que chamaria de preguiça mental. Sempre há muito o que se fazer ou onde ir, ou o que praticar. A preguiça física nessas várias situações pode até não encontrar muito espaço, porém todas as informações são fáceis, mastigadas, extremamente coloridas, sonoras, hipnóticas, tentadoras e muitas vezes inúteis. Não se desperta o interesse pelo raciocínio. A reflexão acontece (quando acontece) com coisas puramente triviais e muitas vezes perigosas. Logo, a preguiça deve ser combatida, assim vejo, dando ênfase ao lado mental e espiritual. O desenvolvimento intelectual não pode se encontrar a passos lentos, e o espiritual não deve dar lugar a superficialidades terrenas e tentações materiais.
Atingindo essa compreensão, o homem tem a possibilidade de voltar a caminhar nas trilhas do equilíbrio de seus corpos inferiores.

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Sto. Thomas de Aquino determina 6 características inerentes como sendo as filhas da Acídia (Preguiça):
*Definições retiradas de www.deldebbio.com.br
Desespero – quando o homem considera que o objetivo visado se tornou impossível de ser alcançado, por quaisquer meios, gerando um abatimento que domina o seu afeto.

Pusilanimidade – covardia, falta de ânimo, falta de coragem para encarar um trabalho árduo e que requer deliberação.

Divagação da mente – é quando um homem abandona as questões espirituais e se instala nos prazeres exteriores, permanecendo com sua mente rondando assuntos do âmbito material.

Torpor – estado de abandono onde a pessoa ignora a própria consciência.

Rancor – ressentimento contra aqueles que querem nos conduzir a caminhos mais elevados, o que acaba gerando uma agressividade. Está relacionado à Ira. Posso ver muito de rancor em relação aos textos ateístas e outros textos religiosos mais fanáticos.
Malícia – desprezo pelos próprios bens espirituais, resultando em uma opção deliberada pelo mal. Está ligada diretamente ao materialismo e á Luxúria. Hoje em dia tornou-se sinônimo de sexualidade explícita.


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Dente sujo causa infarto. Ou basicamente isso.

http://www.bmj.com/content/340/bmj.c2451.full
O link acima mostra um artigo publicado em abril desse ano pela British Medical Journal de um estudo feito pela Scottish Health Survey. Eles afirmam que problemas cardiovasculares podem estar relacionados com a má escovação dos dentes.
Foram avaliados cerca de 12 mil participantes.
No frigir dos ovos, bactérias causadoras da gengivite podem se espalhar pela corrente sanguínea e se alojar nas artérias do coração, contribuindo para a obstrução das mesmas.


Bão.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

96 anos de Academia de Futebol!



À torcida que canta e vibra!

"Explicar a emoção de SER PALMEIRENSE, a um palmeirense, é totalmente desnecessário. E a quem não é palmeirense... É simplesmente impossível!" - Joelmir Beting.



26/08/1914
16/08/2010
96 anos de orgulho, tradição e glórias! Vida longa à eterna Academia de Futebol!

Primeiro post.


Enfim, meu blog! Filho único por enquanto. O fato é que ainda não sei porque criei um e muito menos o que exatamente vou postar. Mas como meus assuntos sempre giram em torno de Física, futebol, música e etc, esse espaço provavelmente vai tender a ter essa cara. Constantemente postarei novidades da ciência (de forma simples pra todo leigo entender, mesmo que se trate de alguma lei absurda do eletromagnetismo quântico), declarações de amor ao Palmeiras, declarações de nojo e ódio ao corintia, novidades musicais que porventura me interessarem, campanha contra a Dilma assassina, etc etc etc.

Vejamos que cara isso vai ter com o tempo.

That's all!

Obs.: a obra de arte no quadro mostrado é minha.